wp-header-logo-2905.png

A Rússia bloqueou completamente o acesso ao aplicativo de mensagens WhatsApp, alegando descumprimento da legislação local. O governo russo está agora promovendo um aplicativo nacional chamado MAX como alternativa para os quase 100 milhões de usuários do país. O editor de Internacional da CNN Diego Pavão explica o caso.

A proibição marca mais um capítulo na crescente pressão do governo russo contra a Meta, empresa proprietária do WhatsApp. Segundo autoridades russas, o aplicativo seria utilizado para organizar atos terroristas. Críticos, no entanto, argumentam que o governo está, na verdade, tentando controlar a comunicação digital no país, classificando como terrorismo o que seriam movimentos de oposição ao regime.

Diferenças cruciais de privacidade

A principal diferença entre o WhatsApp e o MAX está na segurança das mensagens. O WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta, o que significa que apenas o remetente e o destinatário têm acesso ao conteúdo das mensagens. Já o MAX, controlado pela estatal russa Gazprom Media, utiliza criptografia de transporte, permitindo que as mensagens sejam abertas, lidas e armazenadas em servidores antes de chegarem ao destinatário.

Esta característica técnica levanta sérias preocupações sobre privacidade e vigilância. Enquanto o WhatsApp não pode responder a ordens judiciais russas por ter sede na Califórnia (EUA), o MAX, com sede em Moscou, oferece potencial acesso total do governo às comunicações dos usuários. O governo russo nega qualquer vigilância, mas especialistas e críticos do regime contestam essa afirmação.

O bloqueio ao WhatsApp segue a mesma linha de outras proibições anteriores as plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, banidos na Rússia desde 2022. O WhatsApp havia permanecido disponível por ser considerado um aplicativo de mensagens e não uma rede social.

Um detalhe relevante é que o aplicativo MAX já vem pré-instalado em todos os novos celulares vendidos na Rússia, dificultando que os cidadãos escapem desse ecossistema de comunicação controlado pelo governo. Para os quase 100 milhões de usuários do WhatsApp no país, resta agora buscar alternativas ou submeter-se a um sistema onde a privacidade das comunicações não é garantida.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu