O ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinicius de Carvalho, afirmou nesta quinta-feira (12) que casos de corrupção revelados durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “começaram lá atrás”.
O chefe da CGU citou as investigações envolvendo o Banco Master, as fraudes bilionárias de descontos em contracheques de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e esquemas ligados ao crime organizado.
“O caso do Banco Master começou agora? O caso do INSS começou agora? O caso da Carbono Oculto começou agora? São todos casos que começaram lá atrás, na época em que a cidade não tinha ressonância magnética, agora tem. Se o índice, ao detectar uma percepção pior da população sobre a corrupção, está detectando que, na verdade, isso está acontecendo por conta desses casos que foram descobertos, o índice tem que ser discutido”, afirmou.
Carvalho explicou a situação usando a analogia de cidades pequenas que não possuem serviços de ressonância magnética, portanto não contabilizam casos de câncer para tratar. Segundo o exemplo, o ministro indica que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria livre de corrupção por falta de investigação.
“É melhor um presidente que não politiza o tema da corrupção, como o presidente Lula não politiza e deixa as instituições trabalharem, do que um presidente que fala de corrupção todo dia, como a gente tinha no Brasil e não fazia nada e não enfrentava o tema”, disse.
source
Fonte : CNN