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A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado vai pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) acesso ao material apreendido no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no âmbito da investigação que apura fraudes envolvendo a instituição e que corre sob sigilo na Corte.

A intenção foi apresentada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e pelo GT (Grupo de Trabalho) criado pela CAE para acompanhar o caso. Os senadores se reuniram nesta quarta-feira (11), com o presidente do STF, Edson Fachin, na sede do Supremo. Segundo Renan, o pedido busca dar mais efetividade aos trabalhos do GT.

“Mais do que isso, acho que, para que os trabalhos da comissão sejam produtivos, a gente deveria começar a fase de depoimentos ouvindo o Vorcaro”, afirmou o senador.

Além de emedebista, estiveram presentes os senadores Margareth Buzetti, Soraya Thronicke, Izalci Lucas, Esperidião Amin, Damares Alves e Leila Barros.

Mais cedo, os integrantes do GT também se reuniram com o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, para solicitar colaboração e informações sobre a fraude envolvendo o Master.

Renan afirmou que, no encontro com Fachin — que durou cerca de uma hora —, os senadores apresentaram os detalhes da atuação do colegiado e reforçaram que a fiscalização do sistema financeiro nacional é uma atribuição da CAE.

O senador disse ainda que a atuação do GT não deve conflitar com uma eventual CPI sobre o Master.

“Desde o início, venho dizendo que queremos somar esforços na responsabilização das pessoas que deram o maior golpe no Brasil. O fórum ideal é a CAE, porque é permanente. Mas não vamos conflitar com a investigação: a CPI tem o papel dela de polícia”, afirmou.

Transparência

O senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que o presidente do STF foi receptivo às demandas do Grupo de Trabalho da CAE.

Segundo Amin, Fachin reconheceu a importância da transparência institucional no acompanhamento do caso.

Em dezembro, o ministro Dias Toffoli determinou a adoção de um regime rigoroso de sigilo sobre a investigação envolvendo o Banco Master.

“O mais importante foi ouvirmos do presidente do Supremo que a democracia exige transparência”, disse Amin. Segundo o senador, a declaração abriu espaço para uma crítica ao que classificou como excesso de sigilo.

“O excesso de sigilo acaba funcionando como blindagem, e isso precisa ser impedido. Não é admissível que um inquérito fique submetido a sigilo por prazo indefinido, o que prejudica o conhecimento da verdade.”, afirmou.

De acordo com Amin, Fachin não apenas concordou com a avaliação como reforçou a diretriz defendida pelos parlamentares.

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Fonte : CNN

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