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A atriz Tânia Maria, 79, que chamou atenção por seu trabalho em “O Agente Secreto”, está em tratamento para um quadro de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, conforme divulgado por sua pneumologista, a Dra. Zaida Cavalcanti. A atriz buscou ajuda médica devido ao seu desejo de viajar para Los Angeles para acompanhar a cerimônia do Oscar 2026, ao qual concorre.

A especialista afirmou em suas redes sociais ter recebido a atriz em seu consultório na última terça (10), e falou sobre seu quadro pulmonar. “Ex-tabagista, com muitos anos de exposição ao cigarro, ela me procurou para investigar e tratar a DPOC“, declarou e acrescentou que para Tânia poder acompanhar a premiação pessoalmente, a atriz está se submentendo a exames nunca feitos para receber o melhor tratamento.

 

Anteriormente a atriz declarou que parou de fumar para poder fazer o trajeto (cerca de 15 horas de avião) – a atriz manteve o vício por 65 anos. Como o quadro impacta na elasticidade dos pulmões e dificulta a respiração, pacientes que tem o diagnóstico devem dar maior atenção para viagens de avião em que trechos de pressão e concentração de oxigênio na cabine mudam.

Para a CNN Brasil, a assessoria da atriz afirmou que no momento, por recomendação médica, Tânia não pode viajar de avião. Ela ainda está em avaliação e a indicação pode mudar futuramente.

Além do quadro, a médica rasgou elogios à Tânia e em especial por sua atenção à saúde. “Essa estrela do cinema é exatamente como parece: generosa, espirituosa e extremamente gentil. Aproveito também para parabenizá-la não apenas pelo talento indiscutível, mas pela postura consciente e cuidadosa com a própria saúde. Cuidar-se também é um ato de coragem e nunca é tarde.”

“O Agente Secreto” está indicado em quatro categorias ao Oscar 2026, sendo estas Melhor Ator para Wagner Moura, Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco. Com as nomeações, o longa de Kleber Mendonça foi igualado à “Cidade de Deus” na premiação.

O que é Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

A DPOC é caracterizada pelo estreitamento persistente das vias aéreas, o que pode ocorrer na forma de enfisema ou de bronquite obstrutiva crônica — ou, em alguns casos, com ambos os distúrbios. Esse estreitamento torna o fluxo de ar restrito nos pulmões, podendo levar à dificuldade para respirar, falta de ar, chiado no peito, cansaço e tosse, que pode vir com catarro ou não.

A doença é considerada a terceira principal causa de morte no mundo, estando muito relacionada ao tabagismo, apesar de poder ocorrer em pessoas que nunca fumaram.

No Brasil, estima-se que 14 milhões de pessoas convivam com a doença, mas apenas 34% têm o diagnóstico. Sem a identificação e o tratamento adequado, os pacientes podem apresentar eventos respiratórios agudos e graves, caracterizados pelo aumento e piora dos sintomas. Saiba mais sobre a doença e um novo tratamento aqui.


*Publicada por Larissa Santos, em colaboração para CNN Brasil, com informações de Gabriela Maraccini.

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Fonte : CNN

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