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A Polícia Civil de São Paulo investiga o furto à residência de Miguel Abdalla Neto, tio materno de Suzane von Richthofen, localizada no bairro do Campo Belo, zona sul da capital. O crime ocorreu na noite de 20 de janeiro, poucos dias após o proprietário, de 76 anos, ter sido encontrado morto no local.

Silvia Magnani, prima e companheira de longa data de Miguel Abdalla Neto, prestou depoimento de aproximadamente duas horas à Polícia Civil de São Paulo sobre furtos ocorridos na residência do falecido.

Uma lista com 34 itens desaparecidos foi apresentada às autoridades, destacando-se objetos de valor artístico e coleções particulares.

Itens levados e a lista de bens

De acordo com o depoimento de Carmem Silvia Gonzales Magnani, prima e companheira do falecido, a invasão resultou na subtração de bens variados. Entre os principais itens listados como desaparecidos estão:

  • Uma coleção de bonecas Barbie raras;
  • Uma réplica de uma obra do artista espanhol Joan Miró;
  • Coleções de discos de vinil e CDs;
  • Móveis de luxo, como um sofá de madeira, poltrona e mesas de mármore;
  • Equipamentos domésticos, incluindo uma máquina de lavar roupa e garrafas de bebidas;
  • Itens esportivos, como dois capacetes de equitação, e brinquedos importados.

Além dos objetos, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) confirmou que os suspeitos levaram documentos e dinheiro.

A perícia técnica foi acionada para analisar o imóvel após a constatação da invasão pela Polícia Militar.

Contexto de insegurança e disputa patrimonial

O furto aconteceu em meio a uma disputa pelo controle do patrimônio de Miguel Abdalla Neto. Após a divulgação da morte pela imprensa, o imóvel tornou-se alvo de saques.

Para tentar impedir novos acessos indevidos, a defesa de Suzane von Richthofen admitiu que ela, em conjunto com outro parente, realizou a soldagem do portão e da porta de entrada da residência.

Silvia Magnani, no entanto, contestou as medidas, classificando-as como invasão e denunciando a troca de fechaduras sem autorização judicial. Ela afirma que a insegurança no local foi agravada pela falta de uma pessoa formalmente investida na administração dos bens logo após o óbito.

Investigação da morte e do espólio

A morte de Miguel Abdalla Neto foi registrada como morte suspeita pelo 27º Distrito Policial. O corpo foi encontrado sem sinais aparentes de violência, e a polícia aguarda laudos do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer a causa do óbito.

Miguel, que não deixou filhos ou cônjuge formal, foi o responsável por administrar os bens de Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, após o assassinato dos pais em 2002.

Atualmente, Suzane foi nomeada inventariante do espólio, decisão que sofre recurso por parte da defesa de Silvia Magnani.

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Fonte : CNN

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