O presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), João Martins, disse nesta quarta-feira (11) que é contra a “imposição” do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho por meio de nova lei ou emenda constitucional.
Em entrevista ao CNN Money, Martins afirmou que “a própria agropecuária vai buscar uma acomodação e se adequar à realidade” de maior automação, uso de inteligência artificial e jornadas laborais diferenciadas mediante negociações.
“O que não pode é ser imposto assim e dizer que, de hoje em diante, precisa ser de tal maneira”, observou o dirigente da entidade patronal.
“Nós temos diversas atividades agropecuárias em que não cabe esse tipo de imposição, mas temos outras em que cabe, porque você pode fazer rodízio”.
Para o presidente da CNA, apesar de indicadores econômicos apontarem um mercado de trabalho aquecido e com níveis de desocupação historicamente baixos, existe um “desemprego mascarado” no país por causa da expansão de programas sociais.
“Você vê a quantidade de pessoas desempregadas, que segundo o governo é uma coisa próxima a 6%, na verdade eu acredito que não é isso. Se levar em consideração o Bolsa Família, é uma maneira de tirar esse pessoal da classificação de desempregado, mas na verdade é um desemprego mascarado”, concluiu Martins.
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Fonte : CNN