A empresa norueguesa de fertilizantes Yara registrou lucro líquido de US$ 344 milhões no quarto trimestre de 2025, enquanto no mesmo período do ano anterior a companhia registrou prejuízo líquido de US$ 290 milhões.
No acumulado do ano de 2025, a empresa alcançou lucro líquido de US$1,37 bilhão, 91 vezes maior que o lucro líquido de US$ 15 milhões, registrado em 2024.
A receita foi de US$ 4,01 bilhões no trimestre, alta de 17,3% em relação aos US$ 3,42 bilhões registrados um ano antes. No acumulado do ano a alta foi de 12,8%, somando US$ 15,71 bilhões.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) mais que dobrou, passando de US$ 360 milhões para US$ 773 milhões. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado, principalmente, por margens mais altas em nitrogenados e por uma melhora das margens comerciais no Brasil. No acumulado do ano o Ebitda saltou de US$ 1,89 bilhão para US$ 2,75 bilhões.
A produção de fertilizantes caiu levemente, no trimestre a queda foi de 0,6%. no ano, no entanto, a alta foi de 1,42%.
As entregas de fertilizantes cresceram tanto no trimestre (3,18%) quanto no ano (4,29%) globalmente. No caso do Brasil, a alta nas entregas foi de 1,09% no trimestre, e de 11,44% no acumulado do ano. A Yara destacou que o aumento nas entregas foi parcialmente explicado pela recuperação das vendas perdidas no Brasil em 2024 devido às enchentes.
Ao final do quarto trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda excluindo itens especiais é de 1,17 e a relação dívida líquida/patrimônio líquido é de 0,37.
Projeções
A Yara espera um incremento de US$ 200 milhões no Ebitda até o final de 2027 e mais US$ 150 milhões de melhoria no Ebitda até o final de 2030, por meio da próxima fase de seu programa de melhorias. “Essas melhorias serão alcançadas por meio de maior utilização de ativos, otimização logística, aproveitamento de oportunidades de mercado e realocação disciplinada de capital”, diz o comunicado.
A empresa apontou que os mercados globais de nitrogênio estão apertados devido a uma combinação de fortes fundamentos de demanda, problemas de oferta em 2025 e fortes importações indianas que mais do que compensam o aumento das exportações chinesas. As fortes vendas e importações na Europa no 4º trimestre levaram a um início lento de 2026, com os agricultores já amplamente cobertos para a primeira aplicação. Embora as entregas da temporada europeia até agora estejam à frente do ano passado, compras significativas ainda serão necessárias para o restante da temporada no Hemisfério Norte, com o ritmo entre os trimestres dependendo principalmente do início da primavera. Apesar das expectativas de menores importações europeias no início de 2026, os preços globais da ureia permanecem altos, refletindo um mercado global ainda apertado, segundo a Yara.
Tanto a Índia quanto a China continuam sendo fatores importantes para o equilíbrio global de nitrogênio no futuro, pontuou o comunicado. A Índia manteve suas fortes importações no 4º trimestre, refletindo uma temporada agrícola robusta e fortes vendas internas. A China exportou 4,6 milhões de toneladas a mais em 2025 do que em 2024 e continua sendo o principal risco de fornecimento, embora restrições às exportações sejam esperadas durante a temporada doméstica.
O pico de acréscimo de capacidade de ureia, excluindo a China, já passou, com crescimento modesto de capacidade em 2025, e projeções da indústria mostrando que o crescimento de oferta para 2026 em diante ficará abaixo da tendência de crescimento do consumo. Combinado com fundamentos de demanda favoráveis, isso indica um equilíbrio global de oferta e demanda apertado nos próximos anos (excluindo a China) e melhores margens de produção na Europa, com preços futuros de gás abaixo dos níveis atuais.
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Fonte : CNN