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O desaparecimento dos três familiares de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), chegou ao 17° dia nesta quarta-feira (11). Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, desapareceu em 24 de janeiro, um dia antes de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, responsável pela investigação do caso, suspeita que o desaparecimento está relacionado ao crime de homicídio ou cárcere privado.

Durante perícia realizada na última quinta-feira (5), os policiais encontraram vestígios de sangue dentro de um banheiro e em uma área nos fundos da casa de Silvana. Não havia sinais de luta corporal no local.

Já na casa dos pais, um projétil de arma de fogo foi encontrado. O imóvel, por outro lado, estava totalmente organizado e limpo, conforme o delegado Anderson Spier.

Desaparecimento

Silvana, de 48 anos, foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro, quando fez uma publicação em uma rede social afirmando que havia sofrido um acidente de trânsito durante retorno de uma viagem à Gramado, na Serra Gaúcha. No dia seguinte, a mulher também agradeceu por orações.

Desde então, o celular dela está desligado e não houve novos contatos.

Já no dia seguinte, 25 de janeiro, os pais de Silvana foram alertados por vizinhos sobre as publicações e iniciaram a procura pela filha. Eles chegaram a ir a uma delegacia do município, mas como era domingo, a unidade estava fechada. Depois disso, eles também não foram mais vistos.

O sumiço de Silvana foi registrado pelo ex-marido dela. Já o dos pais, por uma sobrinha do casal. A família é proprietária de um mercado, em Cachoeirinha. O local está fechado desde então.

A Polícia Civil informou que o acidente de trânsito relatado por Silvana na internet não ocorreu. Além disso, o carro dela foi encontrado na garagem de casa, inclusive com a chave do veículo estava dentro do imóvel.

Na noite do desaparecimento, imagens de uma câmera de segurança mostraram uma movimentação considerada suspeita na casa de Silvana. Um carro vermelho chega ao local por volta de 20h30, e sai oito minutos depois. Às 21h28, chega o veículo da própria desaparecida e entra na garagem.

Às 23h30, outro carro chega, fica no local por cerca de 12 minutos e vai embora.

Polícia investiga

A investigação ainda não confirmou se de fato era Silvana que dirigia o próprio carro, nem identificou os motoristas dos outros veículos envolvidos.

A polícia ainda não descarta a hipótese desses outros dois veículos se tratarem, na verdade, do mesmo carro. Laudos periciais são aguardados pela investigação.

“As investigações prosseguem, com a adoção de todas as medidas cabíveis para esclarecer os fatos, identificar o modo de execução, a motivação e os eventuais responsáveis”, afirmou a PCRS.

Até o momento, o desaparecimento é tratado como crime. A polícia suspeita de homicídio ou cárcere privado. Quanto a hipótese de sequestro, ela foi descartada por não ter havido pedido de resgate.

Suspeito preso

Nesta terça-feira (10), a Polícia Civil prendeu um homem suspeito de envolvimento no desaparecimento dos familiares em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS).

O suspeito é policial militar e ex-marido de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, desaparecida desde 24 de janeiro.

Para a polícia, existe a hipótese de que houve o homicídio dos pais e feminicídio de Silvana. No entanto, não foram concedidas mais informações sobre possíveis motivações e paradeiro das vítimas.

Em nota, a Corregedoria-Geral da Brigada Militar disse que o policial militar será afastado do serviço.

Leia na íntegra:

“A Brigada Militar informa que, na manhã desta terça-feira (10/2), a Polícia Civil e a Corregedoria-Geral da Brigada Militar realizaram a prisão temporária de um policial militar, em razão das investigações sobre o desaparecimento de três pessoas de uma mesma família de Cachoeirinha.

As investigações estão a cargo Polícia Civil e a Corregedoria-Geral acompanha o caso.

Em decorrência da prisão, o policial militar será afastado do serviço policial, conforme previsto na legislação vigente, permanecendo a adoção de próximas providências internas condicionada à conclusão das investigações.

No momento, não serão concedidas entrevistas, tendo em vista que as investigações ainda estão em andamento.”

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Fonte : CNN

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