A Suzano, empresa do setor de papel e celulose, informou que seu Conselho de Administração aprovou um novo programa de recompra de ações de até 40 milhões de ações, com prazo de até 18 meses. Segundo o valor de fechamento de R$ 51,12 por ação na terça-feira (10/2), o programa poderia chegar a R$ 2 bilhões.
Atualmente, a Suzano possui cerca de 612,9 milhões de ações ordinárias em circulação e 28.020.765 ações mantidas em tesouraria, equivalentes a cerca de 4,6% do total em circulação. O programa de recompra corresponde a aproximadamente 6,5% das ações em circulação na data da aprovação.
As operações ocorrerão na B3, a preços de mercado, por meio das corretoras XP Investimentos, Morgan Stanley, BTG Pactual, J.P. Morgan, Goldman Sachs do Brasil e Bradesco.
Segundo a empresa, os recursos para a recompra virão de saldos de reservas de lucro e de capital disponíveis, além do resultado realizado no exercício em curso, conforme demonstrado nas demonstrações financeiras relativas ao período encerrado em 31 de dezembro de 2025.
O Conselho de Administração informou que a situação financeira da companhia é compatível com a execução do programa, sem impacto no cumprimento de obrigações com credores ou no pagamento de dividendos obrigatórios.
A companhia encerrou, esta semana, o programa de recompra iniciado em agosto de 2024 no valor de R$805 milhões.
Resultados financeiros
A Suzano alcançou lucro líquido de R$ 116 milhões no quarto trimestre. No mesmo período do ano anterior, a companhia registrou prejuízo de R$ 6,7 bilhões.
A receita líquida totalizou R$ 13,1 bilhões, queda de 8% na comparação interanual.
A empresa vendeu 3,4 milhões de toneladas de celulose no quarto trimestre, alta de cerca de 4% sobre um ano antes, mas o preço médio foi 8% menor na mesma comparação.
Produção de celulose
Em fato relevante separado, também divulgado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Suzano comunicou que manterá, ao longo de 2026, um volume de produção de celulose de mercado cerca de 3,5% inferior à sua capacidade nominal anual. A medida dá continuidade à redução do índice de operação anunciada em 6 de agosto de 2025.
De acordo com a companhia, a decisão foi baseada na avaliação de que a retomada do volume marginal de produção não apresentaria retorno adequado nas condições atuais.
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Fonte : CNN