O documentário “Sequestro de Elizabeth Smart” alcançou o primeiro lugar na lista de filmes mais assistidos da plataforma Netflix nesta terça-feira (10). O longa chegou ao catálogo na primeira semana de janeiro e já conta com mais de 9,6 milhões de visualizações.
Na madrugada de 5 de junho de 2002, Elizabeth, uma menina de 14 anos, foi levada de seu quarto, em Salt Lake City, por Brian David Mitchell, um homem que se apresentava como um profeta religioso e que já havia feito pequenos serviços para a família Smart.
Sua irmã de 9 anos, Mary Katherine, presenciou o sequestro, mas fingiu dormir por medo, tornando-se mais tarde a peça-chave para identificar o agressor como o homem que se autodenominava “Emanuel”.
Como tudo aconteceu?
Brian conheceu a família quando a mãe de Elizabeth o viu pedindo esmolas na rua. Comovida, ela o contratou para ajudar a reformar o telhado da casa por um dia, sem saber que ele usaria esse tempo para vigiar a residência.
O sequestrador acreditava que tinha recebido uma “revelação divina” para sequestrar sete meninas e torná-las suas “esposas”, e Elizabeth foi a primeira vítima desse plano.
Para enganar a menina com a sua ideia, usava passagens bíblicas distorcidas, afirmando que ela pertencia a ele por vontade de Deus e que sua família seria assassinada se ela tentasse fugir.
Apesar de ser conhecido pela polícia local como um andarilho com problemas mentais, ele era articulado o suficiente para exercer um controle psicológico severo sobre Elizabeth durante os nove meses de cativeiro.
Durante esse período, ela foi forçada a se casar com Brian em uma cerimônia bizarra, sofreu estupros diários e foi obrigada a consumir drogas e álcool. Além disso, a esposa dele, Wanda Barzee, exigia que a menina usasse túnicas brancas e véus no rosto, sob alegações religiosas, para evitar que fosse reconhecida.
Em determinado momento, o trio acampou a poucos quilômetros da casa da família, onde Elizabeth conseguia ouvir as equipes de busca chamando seu nome, mas era impedida de responder sob ameaça de morte.
Em 12 de março de 2003, Elizabeth foi encontrada a cerca de 29 km de sua casa, na cidade vizinha de Sandy, em Utah. Pedestres reconheceram o sequestrador a partir de esboços divulgados e acionaram a polícia.
Atualmente, Elizabeth Smart tem 38 anos e é uma ativista reconhecida pela defesa da proteção infantil e sobrevivente de abuso. O sequestrador foi condenado apenas em 2011 e cumpre prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.
A esposa foi liberta em 2018, após cumprir 15 anos de pena. No entanto, informações recentes indicam que ela foi presa novamente em 2025, em Salt Lake City, por supostamente violar os termos de sua liberdade como agressora sexual.
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Fonte : CNN