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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aguarda a confirmação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para um encontro para debater o fim da escala de trabalho 6×1. A informação foi apurada pela analista de Política da CNN Larissa Rodrigues.

Segundo Larissa, o Palácio do Planalto enviou um convite para Hugo, mas ainda não recebeu uma resposta oficial. A expectativa é que o encontro ocorra na quinta-feira (13), no período da manhã. Fontes próximas ao governo acreditam que não haverá uma negativa por parte do presidente da Câmara em comparecer à reunião, embora isso não signifique necessariamente concordância com as propostas.

Disputa sobre formato da proposta

Um dos principais pontos de divergência entre o Executivo e o Legislativo está no formato da proposta. Lula defende que a mudança seja feita por meio de um PL (projeto de lei), enquanto Hugo articula uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

O presidente da Câmara sinaliza a interlocutores que conseguiria aprovar a PEC até maio, mesmo com o trâmite mais demorado e a necessidade de quórum qualificado.

Para o governo, no entanto, a questão vai além do formato legislativo. O presidente Lula deseja que a medida seja aprovada ainda este ano para utilizá-la como trunfo na campanha eleitoral deste ano.

A preocupação do Planalto está especialmente voltada para trabalhadores de setores como supermercados e shoppings, que formam uma base eleitoral tradicionalmente ligada ao PT, mas que tem demonstrado certo afastamento.

Articulação política

A relação entre Lula e Hugo Motta também envolve outros interesses políticos. O presidente da Câmara estuda uma aproximação com o governo visando formar alianças para sua possível reeleição à presidência da Casa no início do próximo ano. Essa articulação poderia facilitar o diálogo sobre a mudança na escala de trabalho.

Segundo fontes ouvidas pela analista de Política da CNN, a tendência é que tanto Lula quanto Hugo busquem uma solução compartilhada para a proposta, dividindo os créditos políticos pela medida.

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Fonte : CNN

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