O Grupo de Trabalho do Senado sobre o caso do Banco Master aprovou nesta terça-feira (10) convites para ouvir o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o seu ex-sócio Augusto Lima, conhecido como “Guga Lima”.
Os senadores também deram aval para convidar autoridades: o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo Filho; e o presidente interino da CVM, Otto Lobo.
As datas das audiências ainda não foram definidas. O colegiado também aprovou pedidos de informações ao Banco Central, TCU, Ministério da Fazenda, CVM (Comissão de Valores Mobiliários), PF e BRB (Banco de Brasília).
“Nós hoje aprovamos vários requerimentos, inclusive para os proprietários do Master”, disse o senador Renan Calheiros (MDB-AL), coordenador do colegiado. Segundo ele, o grupo também deve ouvir o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
Outros pedidos aprovados incluem convites para ouvir Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Bando Central, e Paulo Sergio de Souza, ex-diretor do BC. Segundo Renan, cabe à autoridade monetária explicar porque demorou para determinar a liquidação do Master.
Para esta quarta-feira (11), o grupo tem previstas visitas ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, e a Andrei Rodrigues. O grupo já se reuniu com Galípolo e demais diretores do BC na semana passada.
Na reunião anterior, o colegiado debateu o plano de trabalho proposto por Renan Calheiros. O cronograma prevê a realização de audiências públicas para debater, entre outros temas, o processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, a atuação do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e a necessidade de aperfeiçoamentos na fiscalização do sistema financeiro.
O grupo foi criado no âmbito da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e, segundo Renan, além de ouvir autoridades e requerer informações, deve propor novos mecanismos de fiscalização do sistema financeiro. O colegiado tem avançado no tema enquanto congressistas pressionam, sem sucesso, pela criação de uma comissão de inquérito sobre o Master.
Em novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após investigações da Polícia Federal envolvendo emissões de títulos e suspeitas na gestão da instituição com fraude estimada em mais de R$ 12 bilhões.
Na última semana, o ministro Dias Toffoli, do STF, retirou o sigilo dos depoimentos de Vorcaro, prestados no dia 30 de dezembro. Ele reconheceu, no depoimento, que o Master enfrentava uma crise de liquidez e negou ter tido “facilitação política” para viabilizar os negócios da sua instituição junto ao BRB.
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Fonte : CNN