A decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de proibir o atleta ucraniano do skeleton Vladyslav Heraskevych de competir usando um capacete com imagens de esportistas ucranianos mortos durante a guerra foi “profundamente errada”, afirmou nesta terça-feira (10) a primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Svyrydenko.
“Mais de 650 atletas ucranianos nunca mais subirão a um palco olímpico. Eles foram mortos por russos”, escreveu Svyrydenko em uma publicação na rede social X.
“Diante dessa realidade, a decisão de banir o capacete do nosso atleta… é profundamente errada. Lembrar os mortos não é política. É dignidade”, completou.
O Comitê Olímpico da Ucrânia havia solicitado anteriormente permissão para que Heraskevych competisse com o capacete, que traz imagens de atletas ucranianos mortos no conflito com a Rússia desde a invasão iniciada por Moscou em 2022.
“O COI compreende plenamente o desejo dos atletas de homenagear amigos que perderam a vida nesse conflito”, afirmou o porta-voz do COI, Mark Adams, em entrevista coletiva nesta terça-feira. “Ele fez isso durante os treinos e, nas redes sociais, expressou seus sentimentos, mas o que dissemos é que esse capacete contraria as diretrizes”, acrescentou Adams.
Segundo o porta-voz, o COI decidiu abrir uma exceção às regras e permitirá que Heraskevych use uma braçadeira preta lisa durante a competição.
“Acreditamos que este seja um bom compromisso”, disse.
Heraskevych afirmou na segunda-feira (9) que um representante do COI o informou de que ele não poderia utilizar o capacete, que vinha sendo usado nos treinamentos.
“O capacete foi criado para homenagear atletas ucranianos mortos enquanto defendiam a Ucrânia ou que se tornaram vítimas da guerra em grande escala da Rússia contra a Ucrânia”, declarou o Comitê Olímpico da Ucrânia em nota.
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Fonte : CNN