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O snowboarder austríaco Benjamin Karl sabia exatamente o que faria se conquistasse uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano. O que ele não havia planejado era a reação do resto do mundo.

Após defender o título do slalom gigante paralelo em Livigno, no domingo (8), o atleta de 40 anos comemorou arrancando a camisa, exibindo o peito nu para a multidão em êxtase, antes de flexionar os músculos e se jogar de bruços na neve.

A celebração intensa foi rapidamente cortada e compartilhada nas redes sociais, com milhares de pessoas curtindo o que parecia, à primeira vista, uma explosão de alegria espontânea e sem ensaio.

Embora Karl estivesse nas nuvens com o momento do ouro, a comemoração foi, na verdade, planejada como uma homenagem ao seu herói, Hermann Maier.

Snowboarder Benjamin Karl tira a camisa para comemorar o ouro olímpico no slalom gigante paralelo dos Jogos de Inverno Milão-Cortina • Oliver Weiken/picture alliance via Getty Images
Snowboarder Benjamin Karl tira a camisa para comemorar o ouro olímpico no slalom gigante paralelo dos Jogos de Inverno Milão-Cortina • Oliver Weiken/picture alliance via Getty Images

Homenagem a um ídolo do esqui

A lenda do esqui foi uma das razões que levaram Karl a entrar no esporte, e costumava comemorar vitórias arrancando a camisa.

“Isso estava na minha cabeça havia 25 anos, desde que vi Hermann Maier, em 2001, arrancando a camisa após vencer a Copa do Mundo geral”, disse Karl à CNN nesta segunda-feira (9).

“Ele foi meu único ídolo e esperei a carreira inteira pelo momento certo para fazer isso, como tributo a ele.”

Karl agora pode se chamar de tetracampeão olímpico em medalhas. Ele já havia conquistado o ouro na mesma prova em 2022 e a prata na estreia olímpica, em Vancouver 2010. Também levou o bronze no slalom paralelo em Sochi 2014.

Marca histórica aos 40 anos

Com a vitória mais recente, em sua quinta participação olímpica, Karl se tornou o medalhista olímpico mais velho da história do snowboard e o atleta mais velho da Áustria a ganhar medalha de inverno em qualquer modalidade.

Entre todas as conquistas, porém, o primeiro ouro, em Pequim, segue como o mais especial, permitindo que ele curtisse ainda mais a experiência em Milão-Cortina.

“A primeira medalha é sempre super, super especial”, disse Karl. “Quando eu tinha 10 anos, escrevi numa folha meus objetivos de vida. Eu queria ser o snowboarder mais rápido do mundo, campeão mundial e campeão olímpico. Quando você atinge esse objetivo pela primeira vez, é sempre o melhor momento.”

“Mas, para o meu legado, esse segundo ouro é muito importante, embora eu não tivesse isso em mente. Eu só me diverti muito. Foi um dia leve, descendo a montanha, passando pelos portões. Foi um dia perfeito.”

Karl contou que aproveitou a conquista por um breve momento no domingo, mas garantiu à CNN que já estava na cama à meia-noite, focado no restante da temporada da Copa do Mundo.

Da infância ao sonho olímpico

O austríaco credita à mãe o amor pelo snowboard, afirmando que foi ela quem o introduziu aos esportes de inverno. Ainda assim, sua primeira paixão foi o esqui — segundo Karl, ele já esquiava antes mesmo de aprender a falar.

Depois de descobrir o snowboard, aos 10 anos, o objetivo de se tornar olímpico ficou definido.

“As Olimpíadas são, com certeza, o maior evento para qualquer esportista”, afirmou.

“Temos uma chance a cada quatro anos, um dia em quatro anos. Você não pode estar doente nem lesionado. Precisa estar pronto naquele dia.”

“O fato de eu ter conquistado quatro medalhas em seis chances na minha vida olímpica, seis dias em uma carreira de 20 anos, é simplesmente incrível.”

 

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Fonte : CNN

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