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Para Laila Edwards, os Jogos Olímpicos de Inverno deste ano representam muito mais do que apenas esporte, e ela está se acostumando com isso.

A jovem de 22 anos pode estar apenas no início de sua carreira, mas já é considerada uma pioneira, tornando-se a primeira mulher negra a integrar a seleção americana de hóquei nos Jogos Olímpicos de Inverno.

Edwards fez história ao entrar no gelo da Milano Rho Ice Hockey Arena na quinta-feira, onde ajudou a Seleção dos EUA a vencer a República Tcheca por 5 a 1 em sua primeira partida da fase preliminar.

A americana foi recebida com aplausos estrondosos dos torcedores americanos que viajaram para os jogos quando seu nome foi anunciado como titular, mas a ocasião não pareceu intimidar a jovem atleta, que tem assumido tanta responsabilidade ultimamente.

“Significa muito. Tenho muito orgulho disso”, disse ela aos repórteres após sair do gelo em Milão. “Vou simplesmente aceitar isso porque representatividade importa, por mais desconfortável que possa ser. É para a próxima geração. Eu não poderia dar entrevistas sem falar sobre isso, mas aí a história não seria divulgada. Talvez uma garotinha não me veja, alguém que se parece com ela. Isso é o que realmente importa.”

Marca histórica

Antes mesmo de viajar para a Itália para os Jogos deste ano, Edwards já havia feito história ao se tornar a primeira mulher negra a jogar pela seleção feminina de hóquei dos EUA e a americana mais jovem a ganhar o prêmio de MVP no Campeonato Mundial de Hóquei Feminino em 2024.

Mas ser a primeira a romper com o status quo nem sempre foi fácil para Edwards, que deseja ser reconhecida não apenas pela cor de sua pele, mas também por sua habilidade atlética. E, de fato, ela é uma jogadora de hóquei incrível.

Apesar de ter acabado de completar 22 anos, Edwards tem uma presença marcante na pista. Com mais de 1,80 m de altura, ela se destaca entre a maioria de suas adversárias e possui uma mentalidade que lhe permite lidar com a pressão de forma tranquila.

Isso ficou bem claro quando ela deu a primeira assistência para a equipe dos EUA na quinta-feira, dando início ao que se provou ser uma vitória tranquila em sua primeira participação olímpica.

Mas, apesar de toda a atenção que recebia, Edwards parecia completamente relaxada. Ela brincou com as colegas de equipe antes e depois da vitória, fazendo cumprimentos coreografados e até dando uma cutucada de brincadeira na câmera suspensa quando voltava para o vestiário.

Ela nem pareceu se incomodar quando um grupo de repórteres se aglomerou ao seu redor após o jogo, disputando espaço para aproximar seus gravadores de sua boca e ouvir suas respostas.

“Ela é incrível. Se você colocar alguém como ela na arquibancada, ela vai brilhar muito”, disse sua companheira de equipe americana, Abbey Murphy, aos repórteres após o jogo de quinta.

“Tem sido incrível acompanhar a trajetória dela. Ela é uma pessoa fantástica fora do gelo, gostaria que todos tivessem a oportunidade de conhecê-la um pouco melhor. Ela traz muita alegria. Ela está arrasando.”

A construção de um modelo a seguir

Antes de viajar para Milão, Edwards falou à CNN sobre como está se tornando uma das jogadoras de hóquei jovens mais promissoras do mundo.

Natural de Cleveland, ela nasceu em uma família apaixonada por esportes, então se viu competindo com seus irmãos desde jovem.

Ela atribui sua natureza competitiva à educação que recebeu, uma característica que a permitiu romper inúmeras barreiras como atleta.

“Eu odiava perder, fosse um joguinho de hóquei em casa ou no quintal. Eu simplesmente odiava”, disse ela à CNN em janeiro. “Sempre odiei perder. Odeio a sensação. E acho que parte disso vem de saber como é bom ganhar. Então, quando você não sente isso, é horrível.”

Ligação entre os irmãos Kelce

A família ainda é muito importante para a estrela da Universidade de Wisconsin, e seus familiares compareceram em peso para vê-la fazer sua estreia olímpica. Curiosamente, dois astros da NFL são, em parte, responsáveis ​​por isso.

Travis Kelce e seu irmão Jason apoiaram uma página no GoFundMe criada pela família de Edwards para ajudar a enviar o máximo possível de parentes dela para a Itália.

A meta inicial de 50 mil dólares (aproximadamente R$ 250 mil) já foi ultrapassada há muito tempo, e o total arrecadado agora chega a 60 mil dólares (R$ 311 mil).

“Eles demonstraram apoio e são caras muito legais”, disse Edwards, tendo desenvolvido um vínculo com os irmãos devido à sua ligação com Cleveland.

Representatividade

Mas, embora outros tenham ajudado Edwards a chegar à posição em que está agora, milhares de outros foram inspirados por sua mera presença no esporte.

E embora isso traga mais responsabilidade e atenção, ela fica feliz em assumir esse fardo para facilitar a vida da próxima criança que seguirá seus passos.

“Se você ama hóquei, você pertence a este lugar, não importa sua aparência”, disse ela aos repórteres em seu jeito descontraído característico.

“Pais com filhos pequenos que entraram em contato comigo, ou com quem conversei, dizem: ‘Minha filha brinca por sua causa’ ou ‘Ela ainda brinca por sua causa’. Que ela ‘se sente vista e representada’, e isso é realmente motivador.”

Mas o foco da estrela agora está totalmente voltado para conquistar uma medalha de ouro para a equipe dos EUA, uma oportunidade pela qual ela é muito grata.

“Ganhar uma medalha olímpica é algo inacreditável”, disse ela à CNN. “Ganhar um seria tudo para mim e significaria que fiz algo certo neste longo processo.”

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Fonte : CNN

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