A criptografia é uma tecnologia comum no dia a dia para proteger dados ao navegar na web ou trocar mensagens com alguém, por exemplo. No entanto, existem formas de quebrá-la, especialmente em investigações policiais.
O processo não é simples, mas pode ser aplicado por autoridades para encontrar informações relevantes. Um caso mais recente foi o acesso aos dados do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pela Polícia Federal.
A seguir, entenda como essa tecnologia funciona e como alguém pode ter acesso aos dados.
O que é criptografia?
Criptografia é um processo de segurança que transforma uma série de informações em um código numérico aleatório que não pode ser lido — é como se todos os dados fossem convertidos num “cofre” com acesso restrito e a chave criptografada seria a forma de abri-lo.
Os casos de uso passam pelo ícone de cadeado no navegador, conversas no WhatsApp e até o Pix: a tecnologia é usada para garantir que você acessa um site seguro, que as transações bancárias são protegidas e que agentes externos não consigam acessar o conteúdo das suas mensagens com outras pessoas.
Algumas plataformas já usam o método de proteção por padrão, mas também é possível ativá-la como uma camada adicional de segurança para proteger dados em backup, por exemplo.
De forma resumida, um conteúdo criptografado significa que o material está protegido em chaves aleatórias, mas existem casos em que os algoritmos podem ser quebrados.

Tem como derrubar a criptografia de um aparelho?
Sim. Forças policiais podem usar softwares específicos para essa função. No caso de Daniel Vorcaro, a Polícia Federal submeteu o celular a uma ferramenta específica para identificar as chaves e recuperar acesso aos dados. Além de acessar a senha padrão, o software pode derrubar criptografias adicionais e até acessar dados deletados.
Vale destacar que a medida é restrita a casos que envolvem investigações policiais. É necessário possuir uma licença paga das ferramentas e levar o material para laboratórios específicos para a quebra de senhas.
*Texto escrito por André Magalhães do Canaltech
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Fonte : CNN