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A prevenção do diabetes tipo 2 envolve uma combinação de hábitos saudáveis que vão além da dieta e exercícios físicos. Especialistas destacam que o sono, frequentemente negligenciado nas discussões sobre saúde, desempenha papel crucial na manutenção dos níveis adequados de glicose no organismo.

De acordo com as endocrinologistas Sharon Nina Admoni e Priscilla Cukier ao Dr. Roberto Kalil no CNN Sinais Vitais, é fundamental evitar alimentos ultraprocessados e priorizar alimentos in natura, especialmente os ricos em fibras.

“Se exercitar idealmente, no mínimo, 150 minutos por semana divididos principalmente três vezes por semana, e não ficar mais do que dois dias sem fazer essa atividade física”, acrescentou Cukier: “Dormir bem é importante também, parar de fumar e manejar o stress”.

O papel do sono na prevenção do diabetes

O sono, que por décadas foi negligenciado dentro do cuidado da saúde, agora é reconhecido como fator essencial na prevenção de doenças metabólicas – “e a gente passa mais de metade da vida dormindo, então é muito importante”, apontou Admoni.

“Se a pessoa não dorme bem, se ela tem uma privação de sono, quer seja pela qualidade ou por tempo de sono diminuído, isso é fator de risco para todas as doenças cardiovasculares”, explicou uma das especialistas durante o programa.

A privação do sono está diretamente relacionada ao aumento do risco de obesidade, hipertensão arterial e alterações da glicemia. Por isso, a higiene do sono, que inclui evitar telas antes de dormir e manter horários regulares, deve ser considerada parte fundamental do cuidado preventivo contra o diabetes.

“É muito importante que se faça a higiene do sono. Afastar de telas antes de dormir, dormir com qualidade”, afirmou Sharon.

Diagnóstico precoce faz diferença

Por se tratar de uma doença silenciosa, o diagnóstico precoce do diabetes é fundamental para mudar o rumo da doença. Os exames básicos incluem a medição da glicemia de jejum, hemoglobina glicada e, em casos específicos, a curva glicêmica.

As sociedades médicas brasileiras recomendam iniciar o rastreamento a partir dos 35 anos. No entanto, pessoas com fatores de risco, como histórico familiar ou obesidade, devem começar antes, podendo incluir até mesmo crianças a partir dos 10 anos.

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Fonte : CNN

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