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A oposição no Congresso Nacional pretende insistir na convocação de Luiz Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, para depor na CPMI do INSS. A análise é de Jussara Soares, analista de política da CNN Brasil.

O presidente da comissão, senador Carlos Viana, tem reforçado essa intenção, enquanto o governo tenta se blindar das suspeitas que recaem sobre o filho de Lula.

Em dezembro do ano passado, a comissão tentou convocar tanto Lulinha quanto o irmão do presidente, Frei Chico, que é vice-presidente de um dos sindicatos investigados no esquema de descontos irregulares no INSS. Na ocasião, o governo conseguiu barrar as convocações com 19 votos contra e 12 a favor.

 

Em entrevista recente ao UOL, o presidente Lula afirmou ter questionado diretamente o filho sobre possível envolvimento no caso e garantiu que, se houver algo irregular, ele terá que pagar pelo que fez.

A declaração é vista como uma estratégia para blindar o governo das suspeitas, adotando um discurso de que haverá punição “doa a quem doer”.

Suspeitas e investigação em andamento

As especulações indicam que Lulinha seria um suposto sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, identificado como lobista no esquema. No entanto, até o momento, não há fatos concretos que comprovem essa ligação, e a Polícia Federal continua investigando o caso.

Lulinha já contratou um advogado e pediu acesso aos autos da investigação do INSS. Para a oposição, o caso representa uma oportunidade política em ano eleitoral, com potencial para explorar nas redes sociais qualquer depoimento dos familiares do presidente na CPMI.

O governo, por sua vez, demonstra preocupação com a possibilidade de a comissão se tornar um palanque político, independentemente de haver culpa ou não, e deve se articular novamente para tentar evitar as convocações.

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Fonte : CNN

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