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O Rio Open é o maior torneio de tênis da América do Sul e integra a categoria ATP 500 do circuito profissional. Neste ano, a competição está prevista para acontecer durante o Carnaval, e conta com ingressos esgotados e nomes como João Fonseca no grid.

Durante entrevista ao CNN Esportes S/A deste domingo (8), Lui Carvalho, diretor-geral do evento, explicou os desafios para atrair grandes nomes do tênis mundial e revelou negociações em andamento para o futuro do torneio.

Segundo o dirigente, o Rio Open amadureceu, mas ainda enfrenta limitações impostas por agendas e divergências de pisos.

“É um desafio que a gente tem todos os anos de conseguir atrair tenistas que tão dispostos a fazer essa mudança de piso: da quadra dura pro saibro e de volta pra quadra dura. Eles tão cada vez mais profissionais nesse sentido, essa mudança de piso adapta muito a movimentação, o estilo de jogo. Então, não é tão fácil”, explicou.

Por outro lado, a mudança para o saibro poderia atrapalhar atletas que já estão voltados para esse estilo de jogo.

“Não é tão fácil, porque os tenistas que jogam no saibro não querem perder torneios no saibro. Então, mudar o o Rio Open de saibro para quadra dura, significa que eles vão ter menos uma oportunidade de jogar no saibro durante o ano”, sopesou.

Por isso, a organização discute há anos a possibilidade de trocar o piso do torneio. Segundo ele, a alteração poderia ajudar na atração de atletas de ponta.

A gente tá nessa luta de mudança de piso há alguns anos já. (…) Eu tenho certeza que ajudaria a atrair os mais principais nomes do tênis mundial para o Rio.

Lui Carvalho, diretor-geral do Rio Open

Carvalho apontou a sequência de torneios como principal entrave, agravado pela preferência de quadras com pisos específicos.

“É uma questão de calendário, que é uma discussão nossa de longa data, para a gente poder atrair os principais atletas como o público, não só merece, mas também cobra a gente”, avaliou.

Presença de ouro

Um exemplo de interesse e sucesso é a presença do presidente da ATP, como revelou o diretor.

A gente pela primeira vez conseguiu que o chairman da ATP, – que é o Andrea Gaudenzi, um ex-jogador de tênis, que tá fazendo um trabalho muito legal dentro da ATP -, que ele venha pro Rio.

Lui Carvalho, diretor-geral do Rio Open

A visita ao torneio é resultado de uma ascensão de interesse pelo país.

“O Brasil é a bola da vez. No esporte internacional, é isso que estou vendo lá fora. Inclusive, moro lá fora e escuto muito. Acho que o Brasil merece isso. É mais do que só o Rio Open”, contou.

Faz sentido, portanto, que Andrea Gaudenzi esteja em fevereiro no Brasil.

“Ele tá vindo pro Rio Open esse ano para ver o evento, muito em função desse volume, dessa atratividade do esporte pelo brasileiro que eles estão acompanhando lá de fora através das redes sociais”, analisou.

Convencendo o ex-tenista, Lui acredita que o Rio Open tem tudo para continuar crescendo cada vez mais.

Ele quer vir aqui para o Rio, ele quer entender o evento, para a gente poder pleitear essa mudança de piso (…) para a gente conseguir fazer o evento seguir crescendo.

Lui Carvalho, diretor-geral do Rio Open

CNN Esportes S/A

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Fonte : CNN

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