Doze pessoas foram presas na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, durante protestos contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos). Entre os manifestantes detidos estavam professores e alunos que participaram ativamente dos atos realizados no campus universitário.
Os manifestantes acusaram a instituição de ensino superior de manter cooperação com o ICE e defenderam que as escolas devem ser “a primeira linha de defesa contra o medo e a reflexão”. O protesto é mais um episódio de tensão envolvendo a universidade americana, que já enfrentou outras controvérsias no último ano.
Histórico de protestos e financiamento federal
No ano passado, a Universidade de Columbia teve seu financiamento federal cortado após protestos pró-Palestina realizados em seu campus. Na ocasião, Donald Trump determinou a suspensão dos recursos, alegando que a instituição não teria combatido adequadamente manifestações consideradas antissemitas no campus universitário.
Para tentar recuperar o financiamento perdido, a universidade chegou a um acordo para pagar uma multa milionária. Além disso, o governo americano tem exercido pressão sobre diversas universidades do país em relação às suas políticas de diversidade, criando um ambiente de maior tensão nos campi universitários.
A prisão dos manifestantes durante o protesto contra o ICE reflete um padrão de resposta mais rigorosa às manifestações políticas nas universidades americanas. Os críticos argumentam que tais medidas limitam a liberdade de expressão em ambientes acadêmicos que tradicionalmente são espaços de debate e ativismo político.
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Fonte : CNN