A saída do partido da gestão estadual abriu caminho para que o PP se desvinculasse do projeto governista e ingressasse na construção de uma nova aliança para 2026, mais alinhada à direita. A sigla avalia que o controle de mais de 160 prefeituras no Rio Grande do Sul lhe garante capilaridade suficiente para impulsionar a pré-candidatura de Luciano Zucco (PL).
Até então, os Progressistas integravam a base do governador Eduardo Leite (PSD) e, na lógica da coalizão, tenderiam a apoiar a candidatura do vice-governador Gabriel Souza (MDB) ao Palácio Piratini.
A tendência interna no PP é de formalizar apoio a Zucco e buscar espaço direto na chapa majoritária, com a indicação do candidato a vice-governador.
Interlocutores afirmam que o nome preferido na cúpula progressista é o do empresário Celso Rigo, fundador da Pirahy Alimentos e figura de forte projeção no estado — inclusive pela atuação como investidor no futebol e sua ligação histórica com o Grêmio.
Integrantes do partido também ressaltam o desempenho de Zucco em levantamentos recentes. Pesquisas internas e sondagens divulgadas ao longo do último ano colocam o deputado entre os nomes mais competitivos em cenários de primeiro turno, sobretudo em disputas polarizadas.
Levantamentos eleitorais recentes mostram Zucco na liderança das intenções de voto para o governo do Rio Grande do Sul em 2026, em um ambiente marcado por polarização e fragmentação, com Edgar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT) entre os principais adversários.
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Fonte : CNN