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Em depoimento à CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o presidente da autarquia, Gilberto Waller Júnior, negou que tenha seu trabalho boicotado e defendeu a atuação do governo para desbaratar o esquema de fraudes bilionárias.

Durante a oitiva realizada nessa quinta-feira (5), Gilberto Waller negou que se sinta sabotado na presidência do INSS. Ao relator, Alfredo Gaspar (União-AL), Waller confirmou que teve pedido de exoneração de servidora negado pelo ministro Wolney Queiroz.

A diretora citada é Léa Bressy Amorim e a medida teria sido motivada pela proximidade dela com o ex-presidente do órgão Alessandro Stefanutto. “Na verdade, ela é Diretora de Tecnologia da Informação. É uma área sensível para todo o INSS, e a gente entendia a necessidade de mudança tecnicamente”, explicou à CPMI.

Waller reiterou ainda que sua nomeação não tem relação com o atual ministro da pasta. Questionado sobre o histórico na administração pública, o atual presidente do INSS citou atuação técnica e lembrou do tempo em que esteve no cargo de ouvidor-geral da União.

A oitiva que durou mais de sete horas e teve momentos tensos, por exemplo, quando a oposição apontou inconsistências em  trechos da fala do chefe do INSS. O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), deu a oportunidade do depoente se explicar e contornou a situação.

Aos deputados e senadores, Walller defendeu o acordo proposto pelo governo aos aposentados e pensionistas para ressarcimento. A orientação do Planalto, segundo ele, foi pagar aos beneficiários e buscar a reposição ao erário com quem, de fato, causou prejuízo por meio de fraude bilionária.

“Saiu do orçamento do INSS? Não. Foi editada, com autorização do Supremo Tribunal Federal, uma medida provisória com crédito extraordinário. Então, não foi do orçamento do INSS. Aposentado e pensionista não foi prejudicado duas vezes”, afirmou aos senadores.

Banco Master citado

O presidente do INSS afirmou que a autarquia foi a primeira instituição a tomar medidas contra o Banco Master. “O INSS tinha um acordo vigente desde 2020. Esse acordo findou em agosto. Em setembro interrompemos o acordo de cooperação. Em outubro não assinamos o termo de compromisso, notificando a instituição. Ou seja, o INSS, antes de ser avisado sobre qualquer situação do Master, foi o primeiro a ligar o alerta”, afirmou Waller.

Também no depoimento, o presidente do INSS citou que a cooperação técnica não foi renovada em razão da quantidade de reclamação dos segurados. “E a gente verificou que tinha algo errado com o Master. A gente entendeu que não tem como eles continuarem prestando serviço aos nossos aposentados e pensionistas com esse nível de reclamação”, disse.

Gilberto Waller afirmou que o número de reclamações recebidas de aposentados indicou que “algo estava errado” e “cheirando mal” em relação à atuação do Banco Master na concessão de empréstimos consignados.

O Banco Master é alvo de investigação da PF (Polícia Federal) por suposta fraude bilionária. Diante de indícios de atuação irregular, o Banco Central decretou a liquidação do Master em novembro do ano passado.

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Fonte : CNN

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