As ações da Novo Nordisk fecharam o pregão em Copenhague em queda de mais de 17% nesta quarta-feira (4), depois que a gigante dinamarquesa de medicamentos para obesidade alertou que enfrentaria pressões de preços “sem precedentes” em 2026, após chocar o mercado com uma previsão de queda acentuada nas vendas este ano.
A fabricante do Wegovy e do Ozempic alertou na terça-feira (3) que os lucros e as vendas podem cair até 13% este ano, a primeira queda em anos, já que a iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reduzir os custos dos medicamentos aumenta a pressão da concorrência acirrada no mercado de produtos para perda de peso.
“Nossa previsão para 2026 reflete um ano de pressão de preços sem precedentes”, declarou o presidente-executivo da Novo Nordisk, Mike Doustdar, a jornalistas em uma teleconferência, acrescentando que espera que o impacto “doloroso” nas finanças no curto prazo seja um “investimento para o futuro”.
A Novo Nordisk afirmou que agora há muito mais empresas tentando entrar no mercado de medicamentos para obesidade e que não pode prometer um retorno às “taxas de crescimento extraordinárias” dos últimos anos.
A baixa no preço das ações — que provocou uma queda mais ampla em outras fabricantes de medicamentos para obesidade — levou as ações da Novo Nordisk ao nível mais baixo desde o início de dezembro, revertendo um início de ano promissor, já que elas haviam se recuperado com as fortes vendas do novo comprimido Wegovy.
A Novo Nordisk destacou que espera que o lucro operacional ajustado e as vendas ajustadas a taxas de câmbio constantes caiam entre 5% e 13% este ano. As vendas aumentaram 10% no ano passado e os analistas previam, em média, um declínio de 2% este ano, de acordo com uma pesquisa realizada pela empresa.
A empresa apontou que as perspectivas foram afetadas por preços mais baixos, especialmente nos EUA, concorrência acirrada e o vencimento das patentes do semaglutídeo — o ingrediente ativo dos medicamentos Wegovy e Ozempic — em alguns mercados fora dos Estados Unidos.
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Fonte : CNN