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A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, será velado no início da tarde desta quarta-feira (4), em um cemitério de Uberlândia, interior de Minas Gerais.

A cerimônia terá início a partir das 13h, no Cemitério Parque dos Buritis e o sepultamento será logo em seguida, às 17h, no mesmo local.

Informação foi confirmada pela família da vítima à CNN Brasil • Reprodução
Informação foi confirmada pela família da vítima à CNN Brasil • Reprodução

O corpo de Daiane foi transferido de Goiânia, capital de Goiás, para a cidade mineira após passar por exames necroscópicos no IML (Instituto Médico-Legal).

Segundo a Polícia Técnico-Científica, o corpo de Daiane passou por exame de DNA e chegou ao IML em estado avançado de decomposição. Durante a perícia, foi constatado que havia um projétil alojado na cabeça da vítima.

Relembre o caso

Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após descer até o subsolo do prédio onde morava para verificar um problema no fornecimento de energia elétrica em seu apartamento.

Inicialmente tratada como desaparecimento, a ocorrência passou a ser investigada como homicídio após o avanço das apurações.

O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, e seu filho foram presos temporariamente. O filho é suspeito de auxiliar na obstrução de provas com o objetivo de dificultar as investigações sobre a morte da corretora.

De acordo com a Polícia Civil, o síndico colaborou parcialmente com a investigação ao indicar o local onde o corpo da vítima foi abandonado. Embora essa informação não tenha sido apresentada em depoimento formal, os investigadores consideram o gesto como uma admissão indireta de envolvimento no crime.

A conclusão da Polícia Civil é de que Cléber tinha “meios, modos e motivos” para cometer o homicídio. A motivação estaria relacionada a um histórico de perseguição e aos 12 processos judiciais movidos por Daiane contra ele. O síndico deverá responder por homicídio e ocultação de cadáver.

Dinâmica do crime

Segundo a investigação, Cléber teria desligado propositalmente a energia do apartamento de Daiane, obrigando-a a descer até o subsolo do condomínio. No local, ele a teria abordado enquanto a vítima gravava vídeos dos relógios de energia.

A polícia estima que o crime tenha ocorrido em um intervalo de aproximadamente oito minutos. Daiane deixa de aparecer nas imagens das câmeras às 19h, e às 19h08 o sistema registra apenas a passagem de outra moradora pelo prédio.

As apurações indicam que Daiane foi morta dentro do condomínio e retirada do local já sem vida. A única imagem do suspeito registrada pelas câmeras naquele dia é das 12h27. Ele não utilizou os elevadores, e as escadas não eram monitoradas por câmeras de segurança.

O condomínio contava com apenas dez câmeras, e, segundo a polícia, o síndico teria utilizado as escadas para retirar o corpo da vítima, evitando ser filmado.

Ainda conforme a investigação, o filho do síndico ajudou o pai a obstruir as provas, incluindo a substituição de aparelhos celulares e outras ações destinadas a atrapalhar o trabalho policial. Caso a participação dele seja confirmada, poderá responder por obstrução de justiça e pelos mesmos crimes atribuídos ao pai.

*Sob supervisão de Tonny Aranha

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Fonte : CNN

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