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O IGP-DI (Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) subiu menos ⁠do que o esperado em dezembro ‍e terminou 2025 com deflação de 1,20%, refletindo principalmente o comportamento dos preços ao produtor, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quinta-feira (8).

No último mês do ano passado, o índice acelerou a alta a 0,10%, de 0,01 em novembro, mas ​ainda ficou abaixo da ⁠expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de ‌0,15%.

Com isso o indicador voltou a fechar o ano com deflação depois de acumular em ⁠12 meses queda de 3,30% em 2023 ‌e ‍alta de 6,86% em 2024.

Em dezembro, o IPA-DI (Índice de ‍Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do indicador geral, avançou 0,03%, depois de recuar 0,11% no mês anterior, acumulando ⁠em 12 meses recuo de 3,61% — primeiro resultado anual negativo desde 2023, quando caiu 5,92%.

“Esse movimento foi puxado por quedas expressivas nos preços da ‌indústria extrativa e da agricultura”, ​explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Já o IPC (Índice de Preços ao ⁠Consumidor) — que responde por 30% do IGP-DI — repetiu em dezembro a alta de 0,28% registrada em novembro e teve em 12 meses alta de 4,0%.

No mês, entre as oito classes de despesa que compõem o índice, três apresentaram avanços nas taxas de variação: Transportes (-0,03% para 0,38%), Alimentação (-0,03% ⁠para 0,13%) e Vestuário (-0,87% para 0,27%).

O INCC (Índice Nacional de Custo de Construção), por sua vez, teve desaceleração da alta a 0,21% ⁠em dezembro, de 0,27% antes, fechando o ano passado com avanço de 5,92%

O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de ​referência.

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Fonte : CNN

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