Desde 2024, uma série de ações de autoridades em Brasília parecem ter sido articuladas para proteger o Banco Master e seu sócio majoritário, Daniel Vorcaro, e não os clientes ou investidores da instituição. A análise foi apresentada por Fernando Nakagawa, analista de Economia da CNN Brasil.
De acordo com o levantamento, as investidas começaram há aproximadamente dois anos, quando dois gestores da Caixa Econômica Federal foram demitidos após se recusarem a investir dinheiro de clientes em títulos do Master.
No mesmo período, o BRB (Banco de Brasília) iniciou movimentos para comprar carteiras e operações do banco que, posteriormente, seriam identificadas como fraudulentas.
Em agosto de 2024, surgiu no Senado um projeto para quadruplicar o limite do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
A proposta foi apelidada de “Projeto Master” por congressistas que entendiam ser uma iniciativa desenhada especificamente para beneficiar esta instituição financeira.
Em novembro do mesmo ano, a Câmara apresentou projeto idêntico, mas nenhum dos textos foi aprovado.
Em março de 2025, o BRB anunciou a compra de 75% do capital do Master, em um arranjo que mantinha o controle acionário com Daniel Vorcaro.
Em novembro de 2025, o Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) iniciou uma ação para apurar suposta omissão do Banco Central no caso.
Ainda em dezembro, o ministro do TCU Jonathan Jesus pediu explicações ao BC e citou a possibilidade de inspeção, que foi autorizada nesta semana. Paralelamente, começou uma ação digital de influenciadores, muitos sem qualquer relação com economia, defendendo o Banco Master.




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Fonte : CNN