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A Rússia disse nesta quarta-feira (7) que a apreensão de um petroleiro que teria bandeira russa pelos Estados Unidos no Atlântico foi uma violação da lei marítima, e um importante legislador descreveu a ação como “pirataria total”.

O Ministério dos Transportes da Rússia disse que o contato com o navio, o Marinera, foi perdido depois que as forças navais dos EUA o abordaram perto da Islândia, como parte dos esforços para bloquear as exportações de petróleo da Venezuela.

“De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, a liberdade de navegação aplica-se em alto mar e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra embarcações devidamente registadas nas jurisdições de outros Estados”, afirmou o ministério em um comunicado.

Já Andrei Klishas, ​​legislador do partido Rússia Unida, afirmou no Telegram: “Depois de uma ‘operação de aplicação da lei’ que matou dezenas de pessoas na Venezuela, os EUA se envolveram em pirataria total em alto mar”.

Além disso, a agência de notícias estatal TASS afirmou, citando o Ministério das Relações Exteriores do país, que a Rússia exige que os Estados Unidos garantam um tratamento humano e decente aos tripulantes russos assim como seu regresso para casa.

Apreensão de petroleiro pelos EUA

Duas autoridades americanas, falando sob condição de anonimato, disseram à agência Reuters que a operação desta quarta-feira (7) foi realizada pela Guarda Costeira e pelos militares dos EUA.

Eles disseram que navios militares russos, incluindo um submarino, estavam nas proximidades. Não houve indicações de qualquer confronto entre as forças militares dos EUA e da Rússia.

O Marinera, originalmente conhecido como Bella-1, já havia escapado de um bloqueio marítimo dos EUA contra petroleiros sancionados no Caribe.

O bloqueio fez parte da pressão dos EUA contra a Venezuela.

Relacionamento entre EUA e Rússia

As relações entre Moscou e Washington mergulharam no seu pior estado desde a Guerra Fria, depois da Rússia ter invadido a Ucrânia em fevereiro de 2022.

Mas o relacionamento entre as nações se tornou mais cordial desde que Trump iniciou o segundo mandato no início de 2025 e começou a dialogar com o presidente Vladimir Putin para procurar uma forma de encerrar o conflito.

Os incidentes militares entre as potências com armas nucleares são raros. Em março de 2023, um drone de vigilância militar dos EUA caiu no Mar Negro depois de ser interceptado por caças russos, o que levou Washington a protestar e a alertar para o risco de uma escalada.

Aliados da Rússia são depostos

Maduro foi o segundo aliado próximo da Rússia a ser deposto em pouco mais de um ano, após a derrubada do presidente sírio, Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.

A Rússia disse que apoia Delcy Rodriguez, empossada na segunda-feira (5) como presidente interina, e continuará a apoiar a Venezuela face ao que o país chamou de “ameaças neocoloniais flagrantes e agressão armada estrangeira”.

Com os russos ainda no meio de um período prolongado de férias de Ano Novo, Putin ainda não comentou publicamente sobre a ação dos EUA para remover Maduro do poder na Venezuela.

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Fonte : CNN

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