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A Venezuela enfrenta uma significativa reorganização de sua estrutura de poder após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Delcy Rodríguez, que ocupava o cargo de vice-presidente, foi empossada oficialmente como presidente interina na Assembleia Nacional, assumindo o comando do país em um momento de grande pressão internacional. Diego Pavão, editor de Internacional, explica no Live CNN como fica o organograma político no país.

Diferentemente de Maduro, que tinha origem como motorista de ônibus antes de chegar à presidência, Delcy Rodríguez possui formação intelectual na área de direito internacional e ampla experiência diplomática. Apesar de seu perfil mais técnico, ela mantém-se como uma defensora firme dos princípios do chavismo, enquanto tenta equilibrar a lealdade ideológica com a necessidade de cooperação com os Estados Unidos.

Na atual configuração de poder, um nome de destaque é Jorge Rodríguez, irmão de Delcy e presidente da Assembleia Nacional. Considerado um estrategista do chavismo, ele ocupa posição hierarquicamente inferior à presidente interina na linha sucessória, mas mantém grande influência política. Jorge é conhecido por manter canais de diálogo abertos com os Estados Unidos, o que pode ser decisivo para futuras negociações diplomáticas neste momento crítico.

Um ponto importante nesta nova estrutura é a diferença entre os principais líderes em relação a suas situações legais perante os Estados Unidos. Enquanto Delcy e Jorge Rodríguez são alvos de sanções americanas, não são formalmente procurados pela justiça dos EUA. Por outro lado, figuras como Diosdado Cabello, atual ministro do Interior, e Vladimir Padrino López, ministro da Defesa, têm contra si ordens de prisão com recompensas de 25 e 15 milhões de dólares, respectivamente, relacionadas a acusações de narcotráfico.

Militares e milicianos na base do poder

Na base da pirâmide de poder venezuelana estão os soldados regulares e os milicianos paramilitares. Há um contraste significativo entre estes dois grupos: enquanto os militares regulares frequentemente enfrentam condições precárias de trabalho e até mesmo problemas de subnutrição, as milícias tendem a receber maior apoio do regime chavista, criando uma divisão estratégica nas forças de segurança do país.

Diosdado Cabello, como ministro do Interior, controla não apenas a militância ideológica do chavismo, mas também os setores de inteligência e segurança interna. Conhecido por sua postura ideológica intransigente, é considerado pouco propenso a negociações com os Estados Unidos. Já Vladimir Padrino López, como ministro da Defesa, comanda efetivamente o arsenal militar venezuelano, representando um poder mais pragmático dentro da cúpula governamental.

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Fonte : CNN

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