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Os Estados Unidos estão tentando caracterizar sua operação militar na Venezuela como uma ação policial destinada a proteger cidadãos americanos, avaliou o analista sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, ao comentar a postura americana durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, no Bastidores CNN.

Durante o encontro, Mike Waltz, representante dos Estados Unidos, afirmou que o país não está em guerra contra a Venezuela ou seu povo. Em sua intervenção, ele focou completamente na figura de Nicolás Maduro, destacando supostas alegações criminais contra o líder venezuelano.

“Ele focou completamente no Maduro e nas supostas alegações criminosas contra o Maduro, de que ele teria envolvimento com narcotráfico, que ele teria envolvimento, inclusive, com tráfico de armas para os Estados Unidos, e lembrando que o Maduro era um presidente ilegítimo, porque ele fraudou as eleições de 2024”, explicou Martins.

Debate sobre legislação internacional ignorado

“Waltz seguiu a mesma linha que tem sido o tom do governo americano, tentar caracterizar toda essa operação e os ataques contra um país soberano, como é a Venezuela, e a captura do ditador Nicolas Maduro, como uma ação policial, que, no fundo, tinha interesse de proteger os americanos”, apontou o analista. Martins ressalta, inclusive, que o representante ignorou completamente o principal debate em curso no Conselho de Segurança: o desrespeito à legislação internacional.

“Por que atacar um país soberano e atacar da forma como fez, deixando dezenas de mortos, atacando instalações militares, sem autorização do Congresso americano e sem uma autorização da ONU, por exemplo, é um ato ilegal, tanto do ponto de vista da legislação internacional como da própria legislação americana”, afirmou o analista.

Martins destacou que diversos países, incluindo China, Rússia e Colômbia, apontaram para o desrespeito à legislação internacional por parte dos Estados Unidos. “Existe um debate muito mais amplo, muito mais sério, com muito mais impactos em todos os lugares do mundo, que é a questão do desrespeito às normas internacionais. Nenhum país pode agir da forma como os Estados Unidos agiram de acordo com a legislação internacional”, concluiu.

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Fonte : CNN

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