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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta segunda-feira (05), que a pasta está “preparada” para possíveis impactos que o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela possa causar no sistema de saúde brasileiro.

Apesar de destacar que não há alteração ou aumento de movimentação na fronteira entre Brasil e Venezuela, Padilha afirmou que se for necessário, poderá realizar um “aumento de efetivo” e até iniciar uma  “Operação Acolhida”.

“O objetivo é reduzir ao máximo os impactos sobre o nosso sistema de saúde. Desde o começo a gente se prepara para, se for necessário, realizar um aumento de efetivo. Estamos preparados para isso”, disse em coletiva de imprensa para o anúncio da primeira fase do estudo clínico da polilaminina.

“Desde sábado, estamos realizando monitoramento diário. Nossa colega da Anvisa, que coordena a atuação na fronteira, as equipes do DSEI e uma sala de situação permanente acompanham diariamente o cenário. Até este momento, não houve aumento do fluxo migratório. Caso venha a acontecer, estamos preparados para ampliar as equipes da Operação Acolhida e colocar em prática um plano detalhado conforme o crescimento da demanda.”, continuou.

De acordo com o ministro, crises como essa trazem “impacto direto” para países vizinhos e o Brasil “sempre estará à disposição e mobilizado para ajudar esse sistema de saúde e esse povo”.

Ele destaca que a ministra da Saúde da Venezuela já confirmou a destruição de um centro de distribuição de medicamentos e insumos para diálise, em decorrência do ataque. Por isso, Padilha disse já estar “mobilizando” a estrutura do SUS (Sistema Único de Saúde) para prestar apoio.

“Vamos apoiar sim o povo venezuelano que pode enfrentar o desabastecimento após a destruição desse centro. A Venezuela tem cerca de 16 mil pacientes em tratamento de diálise, o que corresponde a aproximadamente 10% do número de pacientes do Brasil, que conta com quase 170 mil pessoas em diálise permanente pelo SUS”.

Padilha destaca que a cooperação entre os dois países será “mantida e fortalecida” sem trazer impacto ao SUS para os brasileiros:

“Reforço que nossa prioridade absoluta é cuidar do SUS e do povo brasileiro, reduzindo ao máximo qualquer impacto de um eventual aumento de fluxo migratório, mas também manter a cooperação regional, fundamental para evitar a propagação de crises sanitárias no nosso país”.

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Fonte : CNN

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