A Argentina, sob comando de Javier Milei, impediu a publicação de uma declaração conjunta da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) que repudiava a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo próprio Milei, que repostou uma publicação nas redes sociais afirmando que bloqueou o comunicado. Informações são de Luciana Taddeo, correspondente da CNN em Buenos Aires.
A reunião virtual entre os países da Celac foi convocada pela Colômbia, atual presidente temporária do bloco, a pedido do Brasil. Durante o encontro, alguns países propuseram um artigo mencionando o repúdio à captura de Maduro, mas a Argentina impediu que a declaração fosse publicada com unanimidade.
Milei, que anteriormente havia comemorado a captura de Maduro, considerou os recentes episódios na Venezuela como um avanço para a liberdade no continente.
Situação na fronteira entre Venezuela e Colômbia
Na fronteira entre Venezuela e Colômbia, especificamente na ponte internacional Francisco de Paula Santander, que conecta a cidade colombiana de Cúcuta com a cidade venezuelana de Urenha, o movimento permanece tranquilo. Não há alteração significativa na quantidade de pessoas entrando e saindo dos países.
Venezuelanos que cruzam a fronteira relatam uma “alegria calada” ou “alegria silenciosa” em seu país. Segundo esses relatos, muitos cidadãos venezuelanos estão contentes com a captura de Maduro, mas têm medo de se manifestar ou comemorar abertamente por temor de perseguições.
O governo colombiano, sob comando de Gustavo Petro, ordenou um reforço nas fronteiras com a Venezuela. Há mais militares presentes do que o habitual, incluindo carros blindados posicionados em pontos estratégicos. As autoridades militares colombianas afirmam que esta presença visa lidar com possíveis contingências humanitárias caso haja um aumento na migração venezuelana.
Tensão entre Colômbia e Estados Unidos
A situação na região é agravada pelas tensões entre a Colômbia e os Estados Unidos. Donald Trump tem feito ameaças a Gustavo Petro, chegando a sugerir que “uma operação na Colômbia seria uma boa ideia” e acusando o líder colombiano de ter vínculos com o tráfico de drogas.
Em resposta, Petro afirmou que, caso seja preso, a população deve defendê-lo saindo às ruas e tomando o poder em todos os municípios do país. O presidente colombiano também declarou que “a força pública da Colômbia está orientada a disparar no invasor e não na população”, convocando uma resistência caso haja algum tipo de ataque ao país ou tentativa de capturá-lo, como ocorreu com Maduro.
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Fonte : CNN