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O MDB deve adotar uma postura de independência nas eleições presidenciais de 2026, priorizando os palanques estaduais em vez de lançar candidatura própria ou apoiar formalmente um dos lados da disputa nacional. A informação foi revelada por fontes da cúpula do partido ao analista político Pedro Venceslau, no CNN 360°.

De acordo com as fontes consultadas, o objetivo do MDB para o próximo ciclo eleitoral é eleger a maior bancada possível de deputados e governadores, evitando amarrar o partido a um projeto nacional que poderia prejudicar as articulações regionais. A legenda não deve embarcar em nenhuma aventura eleitoral própria, como ocorreu com Henrique Meirelles (União Brasil) em 2018 e Simone Tebet (MDB) em 2022.

Partido dividido entre governismo e oposição

Um dos principais fatores que levam à estratégia de independência é a divisão interna do partido. O MDB possui uma ala governista, concentrada principalmente no Norte e Nordeste, representada por nomes como o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e o senador Renan Calheiros (MDB-AL), e uma ala oposicionista, mais forte no Sul e em São Paulo, onde o partido está alinhado com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em São Paulo, por exemplo, o MDB está “fechadíssimo” com o projeto político de Tarcísio de Freitas e apoiará o nome que ele indicar para disputar o Palácio dos Bandeirantes caso decida concorrer à presidência. Já em estados como Alagoas e Pará, onde o partido é comandado respectivamente pelas famílias Calheiros e Barbalho, o alinhamento é com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Impactos para a eleição presidencial

A postura de independência do MDB também traz consequências para a formação de alianças na disputa presidencial. O presidente Lula gostaria de ter o partido formalmente em seu palanque, o que poderia dar à legenda a prerrogativa de indicar um candidato a vice. Nomes como Hélder Barbalho, Renan Filho e a própria Simone Tebet são mencionados para essa posição.

No entanto, na correlação de forças internas, nenhum dos dois lados – governista ou oposicionista – consegue obter maioria clara em uma convenção partidária, o que dificulta o apoio formal a qualquer candidato presidencial. Com isso, Lula enfrentará dificuldades para montar um palanque além da esquerda, contando principalmente com PT, PC do B, PSB, PSOL e eventualmente o PDT.

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Fonte : CNN

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