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A inflação nos Estados Unidos subiu este ano, distanciando-se ainda mais da meta anual de 2% do Federal Reserve, o banco central norte-americano.

A última leitura do indicador preferido do Fed, o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), apontou uma inflação anual de 2,8%.

O chair do Fed, Jerome Powell, cujo mandato termina em maio, atribuiu a maior parte desse aumento às amplas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ao longo deste ano.

“A questão da inflação, e estamos bem cientes de que essa é a questão neste momento, é que, se desconsiderarmos as tarifas, a inflação fica na faixa dos 2%”, declarou Powell durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (10). “São as tarifas que estão causando a maior parte do estouro da meta de inflação”, afirmou.

O Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) cortou a taxa de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto nesta quarta-feira (10), levando ao intervalo de 3,5% a 3,75%.

A redução mínima dos juros americanos já era esperada. Momentos antes do anúncio da decisão, o mercado precificava o corte de 0,25 ponto, com probabilidade de 90%, segundo dados do CME Group.

A principal expectativa recaía sobre a divisão entre os membros da autoridade monetária dos Estados Unidos. Na reunião anterior, em que a taxa-alvo passou para 3,75% a 4,00%, a decisão já não foi unânime. Stephen I. Miran preferiu cortar os juros em 0,50 ponto, em vez de 0,25 ponto, enquanto Jeffrey R. Schmid optou pela manutenção da taxa acima de 4%.

Desta vez, a dissidência aumentou. Austan D. Goolsbee se juntou a Schmid e votou para manter os juros no intervalo atual, sem cortar em 0,25 ponto. Isso significa que o pêndulo da decisão passa a ficar mais forte na manutenção da taxa de referência, enquanto há pressão da Casa Branca para que o Fed continue o ritmo de cortes.

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Fonte : CNN

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