As operações militares dos Estados Unidos contra a Venezuela estão sendo conduzidas principalmente por forças de inteligência especializadas, ao invés de uma abordagem militar convencional. O analista Lourival Sant’Anna detalhou, no CNN Prime Time, como essas ações têm pressionado o líder venezuelano, Nicolás Maduro, a reforçar sua própria segurança.
De acordo com Sant’Anna, apesar da presença de 11 navios de guerra no Caribe, quem realmente lidera as operações contra embarcações na região é a unidade de comando especial Navy SEAL Team 6 – a mesma que executou a operação que resultou na morte de Osama Bin Laden em 2011. “É uma operação muito mais de inteligência militar do que uma operação militar convencional”, explicou o analista.
Pressão americana e temor de ataque cirúrgico
O almirante Frank Bradley, que ordenou o segundo ataque contra tripulantes de uma embarcação semidestruída em 2 de setembro, foi integrante desta unidade especial e hoje comanda o Comando de Operações Especiais americano. Esta informação, somada à recompensa de US$ 50 milhões oferecida em relação a Maduro e declarações do presidente Donald Trump indicando operações de forças especiais, justifica a preocupação do líder venezuelano com a possibilidade de um ataque cirúrgico direcionado a ele.
Sant’Anna também destacou um aspecto político relevante: a aparente obsessão deTrump por superar os feitos do ex-presidente Barack Obama. “Foi Barack Obama que ordenou o assassinato de Osama Bin Laden”, lembrou o analista, sugerindo que Trump poderia estar buscando um feito comparável com uma operação contra Maduro, apesar da evidente diferença entre os alvos. “Comparar Bin Laden com Nicolás Maduro, obviamente, é algo estapafúrgico”, pontuou Sant’Anna.
Mesmo reconhecendo o exagero desta comparação, o analista não descartou a possibilidade de um ataque direcionado contra Maduro estar sendo considerado pela administração americana. “No contexto atual, muitas coisas estapafúrgicas estão acontecendo na Venezuela e pode, sim, estar sobre a mesa essa possibilidade de um ataque cirúrgico dirigido contra Nicolás Maduro”, concluiu Sant’Anna.
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Fonte : CNN