Ilustração da bandeira da China (Foto: Dado Ruvic/Ilustração/Reuters)

A China planeja manter sua meta de crescimento econômico anual em torno de 5% para o ano de 2026. Esta ambiciosa projeção faz parte de um esforço governamental para impulsionar a economia e superar um período de deflação persistente. Assessores do governo e analistas indicam que essa meta exigirá a continuidade de políticas fiscais e monetárias expansionistas, injetando liquidez no mercado. A decisão final sobre a meta de crescimento será formalizada durante a Conferência Anual de Trabalho Econômico Central, um evento chave onde as prioridades econômicas para o próximo ano são definidas. O objetivo principal é consolidar o início de um novo plano quinquenal, mitigando os impactos negativos de um prolongado declínio no setor imobiliário, da retração no consumo, do excesso de capacidade industrial e da diminuição nos investimentos em infraestrutura.

Meta de Crescimento e o Novo Plano Quinquenal

A manutenção da meta de crescimento de aproximadamente 5% em 2026 reflete o desejo da China de iniciar seu novo plano quinquenal com uma base econômica sólida. O plano quinquenal é um programa de desenvolvimento socioeconômico que orienta as políticas e investimentos do país a médio prazo.

Desafios e Oportunidades

Embora os líderes chineses tenham expressado intenção de priorizar o consumo doméstico e reestruturar a economia nos próximos cinco anos, essas medidas podem levar tempo para gerar resultados tangíveis. Isso coloca o foco imediato em medidas de apoio fiscal e monetário. A maioria dos assessores governamentais defende a manutenção da meta de crescimento em torno de 5%, enquanto uma minoria sugere uma meta ligeiramente inferior, entre 4,5% e 5%.

Políticas Fiscais e Monetárias

Para alcançar a meta de crescimento, a China precisará implementar políticas fiscais e monetárias eficazes. A maioria dos assessores governamentais recomenda que o índice de déficit orçamentário anual permaneça em 4% ou um pouco acima.

Expansão Monetária e Apoio ao Setor Imobiliário

Analistas preveem que o banco central chinês pode retomar o afrouxamento monetário já em janeiro de 2026, após a Conferência Central de Trabalho Econômico. Além disso, o período pós-conferência é visto como uma janela para novas medidas de apoio ao setor imobiliário, que tem enfrentado desafios significativos nos últimos anos. As políticas fiscais podem incluir a antecipação da emissão de títulos do governo em 2026, juntamente com uma mudança gradual para o apoio ao consumidor e o aumento dos gastos com bem-estar social.

Conclusão

A busca pela meta de crescimento de 5% em 2026 representa um desafio ambicioso para a China, mas também uma oportunidade para impulsionar sua economia e combater a deflação. O sucesso dependerá da implementação eficaz de políticas fiscais e monetárias, bem como da capacidade de reestruturar a economia e estimular o consumo doméstico. Alcançar essa meta é crucial para que a China continue sua trajetória de desenvolvimento e atinja seus objetivos de longo prazo, como dobrar o PIB per capita para US$20.000 até 2030.

FAQ

Qual é a meta de crescimento do PIB da China para 2026?
A meta de crescimento econômico anual da China para 2026 é de aproximadamente 5%.

Quais são os principais desafios que a China enfrenta para alcançar essa meta?
Os principais desafios incluem a queda no mercado imobiliário, a fraqueza da demanda dos consumidores, o excesso de capacidade das fábricas e a queda nos investimentos em infraestrutura.

Quais medidas a China pode tomar para impulsionar o crescimento econômico?
A China pode implementar políticas fiscais e monetárias expansionistas, reestruturar a economia, estimular o consumo doméstico e apoiar o setor imobiliário.

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Fonte: https://www.infomoney.com.br

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