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Depois de sete anos, o Tribunal do Júri condenou três homens acusados do assassinato da policial militar Juliane dos Santos Duarte, na Comunidade de Paraisópolis, zona Sul de São Paulo, em agosto de 2018.

O réus do caso seriam ligados a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

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As sentenças somam quase 60 anos e foram proferidas após o júri popular que durou dois dias e terminou na sexta-feira (28) no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona Oeste da capital paulista.

Vejas as condenações:

  • Everaldo Severino da Silva Felix, o “Sem Fronteira”: 25 anos
  • Felipe Carlos Santos de Macedo, o “Pururuca”: 23 anos
  • Felipe Oliveira da Silva, o “Tirullipa”: 9 anos

Entenda o crime

De acordo com a denúncia do MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo), Juliane foi até a comunidade para visitar dois amigos para um churrasco na casa deles, e ficou por lá até por volta de 00h.

Quando o evento terminou, a vítima, acompanhada de testemunhas do caso, foi até um bar da região, conhecido como ‘Bar do Litrão Novo’.

No estabelecimento, a PM conheceu uma outra mulher e as duas começaram a dançar. Neste momento, a blusa da policial teria levantado e o cabo da arma que ela portava ficou exposto.

Juliane e a mulher foram a um banheiro e ficaram por lá durante alguns minutos. Quando voltaram para a mesa, souberam que um celular havia sumido.

Pouco antes delas voltarem, uma pessoa desconhecida que também estava no bar mandou que uma das testemunhas e seu grupo de amigos falassem mais baixo, pois estavam chamando muito a atenção, e que seria necessário chamar ‘os caras’ para resolver a situação.

Segundo a denúncia, ele se referia a possíveis olheiros do tráfico da comunidade, comandada pelo PCC.

Uma pessoa desconhecida, ainda antes do retorno de Juliane e sua acompanhante, teria revistado as pessoas ali do bar em busca do aparelho celular da testemunha.

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Quando a policial voltou do banheiro, a mesma pessoa que revistou os demais teria pedido que ela levantasse a blusa para mostrar que não estava com o celular.

De acordo com o MPSP, testemunhas afirmam que Juliane teria retirado sua arma e colocado sobre a mesa, dizendo que era policial militar e que não iria ser revistada, até mesmo porque o celular teria que aparecer. Logo depois, o revistador teria ido embora sem dizer nada.

Porém, outras pessoas afirmam que Juliane teria ido até a mesa em que seus amigos estavam e simplesmente teria tirado sua arma, celular e carteira, e os colocou sobre a mesa para mostrar que não estava com o celular, mas que não teria se identificado como policial militar.

Segundo o MPSP, quarenta minutos depois disso, um grupo de pessoas chegou ao bar perguntando quem estaria armado. O grupo de pessoas teria segurado Juliane e entrado em luta corporal com ela, quando dois disparos foram efetuados da arma de Juliane e a atingiram na virilha.

Pessoas que estavam no bar tentaram ajudar Juliane, que pedia que sua carteira não fosse mostrada, por conta de sua identificação de policial militar.

Porém, um dos criminosos pegou a carteira de Juliane e encontrou sua identificação. Logo após, ligou para um número e ficou falando ao telefone.

As pessoas que estavam no interior do bar fugiram e, neste momento, os criminosos retiram Juliane do bar, a colocam no interior de um veículo e mandam que o dono do bar lavasse e fechasse o estabelecimento.

No dia seguinte, a moto da policial foi localizada em uma rua do Alto de Pinheiros. Ela foi usada pela vítima para ir até a comunidade no dia do crime.

Quatro dias depois, a PM foi acionada para uma ocorrência de um carro abandonado no bairro Campo Grande, zona Sul de São Paulo. No porta-malas do veículo foi encontrado o corpo de Juliane, sem vida e com três perfurações de tiros, duas na virilha e uma na cabeça.

Segundo o promotor, o crime ocorreu após a vítima ser identificada como policial militar.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Fonte : CNN

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